sexta-feira, 17 de junho de 2011

Almas que morrem.

Era a fração do tempo que não permitia deixar o resto acontecer.
Era o segundo que não importunava.
Mas não deixava duvidas:
Ele já havia vivido muito até ali.
Sabia que nada mais tinha volta.
Talvez um recomeço,
mas nunca uma volta.

O mundo era realmente tão belo visto lá de cima.
Das estrelas.
Da Lua.
La do Sol.
Ele sabia que era amor.
E o que era amor.
Mas também sabia o que era sofrer.
Pois já se enganará muitas e muitas veses por muitas e muitas vidas;
Não estava mais disposto a isso.
Mas sabia que isso era sua sina.
Mas sabia que estava lá e tinha que lutar.


Luta sem armas.
Luta sem palavras.
Apenas um olhar.
Apenas um simples olhar;
E saberia, teria a resposta que tanto queria.

Não aceitaria o medo como resposta.
Não aceitaria algo menos do que a resposta no seu olhar.
Mas ele tinha que esperar.
Ainda era cedo.
E o dia estava terminando.
-Amanhã é um novo dia - pensou ele.

Veras que as grandes obras da Mão que cria estão nos gestos mais simples dos seres que pensam.

Nenhum comentário:

Postar um comentário